
Pau para toda obra, a madeira de demolição agora tem um destino mais do que nobre: A sua casa.
Com veios, nós e imperfeições, as peças de aspecto natural e ecológicas ganham valor nas mãos de designers.
O aproveitamento de troncos secos de árvores no lugar de mesas e bancos virou tendência na decoração e agora, a criação de móveis que exploram ao máximo a forma e o aspecto natural da madeira maciça está em alta.
A popularização deste estilo que abusa da matéria-prima bruta cresceu na última década, após o surgimento da madeira certificada e dos projetos de manejo florestal sustentável, que combatem a extração descontrolada nas florestas brasileiras.
De carona nesta onda, a procura por móveis criados com madeira de demolição também aumentou muito e a partir da hora que designers descobriram este filão, agora valorizadíssimo.
Há quem diga que o móvel de demolição é uma reestilização do barroco mineiro, mas a maioria dos compradores se inspiram mesmo na causa ecológica. Além disso, são peças atemporais, que tendem a cair bem a qualquer época.
Mas é lógico, tudo vai depender da qualidade do móvel. A madeira é sim um material de notável durabilidade, mas é necessário avaliar que se trata de matéria orgânica viva, que pode se dilatar, endurecer, rachar, empenar ou mudar de cor.
A idéia de usar madeira bruta contempla todas as partes da árvore, não apenas as nobres. Isto é bom pelo aproveitamento da madeira e também pelo aspecto rústico das peças, mas para evitar encomodos, especule bastante na hora da compra.
Além da regularização junto ao Ibama, as madeiras são certificadas pelo Conselho Mundial de Florestas (Forest Stewardship Council - FSC), que atesta a qualidade da madeira maciça com um carimbo de uma arvorezinha e a sigla FSC . Fique atento!
Para saber se o móvel é de madeira maciça, verifique se os poros são mais abertos e se as quinas não têm separação de lâminas. Já as madeiras vindas de demolições são caracterizadas pelo envelhecimento natural, pelas ranhuras e veios profundos.
Et c'est fini!
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